quarta-feira, 14 de março de 2012

Proibidos de se reunir em templos, casas-culto são alvo de perseguição deliberada na China


Proibidos de se reunir em templos, cristãos chineses desenvolveram, ao longo de décadas sob governo comunista, a prática de se reunirem em casas
Nos últimos meses, uma casa-culto  pertencente à denominação China para Cristo tem sido alvo de ataques por parte das autoridades locais na cidade de Zhuozhou, província de Hebei, norte da China. Os membros da igreja são ilegalmente detidos, interrogados e enviados para campos de trabalho forçado simplesmente por assistirem aos cultos ou participarem de outras atividades relacionadas à igreja, apurou a agência de noticias China Aid.
No fim do ano passado, 52 moradores se reuniram para um culto na casa de um cristão chamado Wang Jinfeng, na aldeia de Xuyi, distrito de Diaowo, Zhuozhou. Por volta das 4h15 da tarde, cerca de 140 funcionários do Serviço Nacional de Segurança, do departamento de Assuntos Civis, e da Secretaria de Assuntos Religiosos, liderados pela polícia local, cercaram a casa culto onde os cristãos se reuniam. Em seguida, entraram na sala onde o culto estava sendo realizado e ordenaram a todos os participantes para que não se movessem, enquanto isso começaram a filmar. O filme serviria como prova às autoridades da “atividade ilegal”.
Um oficial do escritório de assuntos religiosos anunciou que a reunião era ilegal porque não havia sido registrada e aprovada pelos departamentos governamentais que supervisionam cultos religiosos pelo país. Ele ordenou o término imediato da reunião e que o local fosse submetido a uma investigação. Sem qualquer procedimento legal, as autoridades locais confiscaram 170.000 yuan (27.000 dólares) que foram doados por membros da igreja. 
Os cristãos foram levados ao terceiro andar de uma escola de Diaowo onde seus dados pessoais foram registrados e eles foram interrogados. Quatro horas depois, todos foram transferidos a uma sala de aula no primeiro andar e distribuídos em salas separadas para novos interrogatórios, mas desta vez com um escrivão documentando os depoimentos. Por volta da meia noite, os detidos foram levados sob escolta de volta para o local da casa culto, onde eram vigiados por vários policiais. Só foram liberados por volta das 6 horas da manhã do dia 9 de novembro. No entanto, três cristãos, Zhang Suhua, Lee Bangrong e Liu Cuiying foram levados para a prisão. Os cristãos já estão em liberdade.
Além de demolirem a casa-culto, as autoridades enviaram alguns dos cristãos  ali reunidos para campos de trabalho forçado.  Durante a revolução comunista na China (1949) os bens da igreja foram confiscados, propriedades inteiras foram estatizadas e templos transformados em edifícios políticos. Essa foi uma das formas que o governo de Mao Tsé Tung encontrou para impedir o crescimento do cristianismo e que seus adeptos se reunissem como igreja. Diante de tal oposição os cristãos criaram a prática de se reunir secretamente em casas culto, prática que dura até hoje.


Fonte: Portas Abertas e CPAD

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